Economia

Sem reajuste a servidores, Bolsonaro quer dobrar vale-alimentação



Mesmo com a manutenção da greve dos servidores do Banco Central (BC), que acontece desde o começo de abril devido a reivindicações salariais e reestruturação das carreiras, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (13) que não haverá o reajuste solicitado neste ano.

Em pronunciamento aos jornalistas em frente ao Palácio do Planalto, Bolsonaro descartou o aumento salarial e afirmou que estuda apenas a possibilidade de elevar o valor pago a caráter de auxílio-alimentação de todas as categorias ainda em 2022.

“Lamentavelmente, não tem reajuste para servidor. Nós estamos tentando, agora, que tem que vencer legislação eleitoral, dobrar, no mínimo, o valor do auxílio-alimentação”, afirmou o presidente, que não deu maiores detalhes sobre quanto custaria este aumento do benefício no orçamento do governo.

Bolsonaro afirma que não há recursos no Orçamento para arcar com o reajuste salarial dos servidores, apesar de terem estudado e chegado a afirmar sobre a concessão de um reajuste para carreiras policiais.

Os auxílios pagos aos servidores foram reajustados pela última vez em 2016 e estão defasados em vista do aumento da inflação, estando consideravelmente abaixo  do que é pago aos demais poderes.

Atualmente, o auxílio-alimentação pago aos servidores mensalmente é de R$458.

O governo chegou a avaliar um reajuste de 5%, muito inferior ao solicitado inicialmente pelos servidores (27%), que chegaram a anunciar que aceitariam 13,5% para suspender a greve. Uma porcentagem maior seria destinada à Polícia Rodoviária Federal e ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Aos jornalistas, Bolsonaro afirmou que o governo tinha recursos para fazer a reestruturação dessas carreiras, mas que não o fez por “bronca” de outros servidores, que ameaçaram parar se o reajuste prosseguisse.



Fonte: Portal Contábeis

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