Economia

Preços dos alimentos: saiba como economizar



Segundo dados apresentados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo IBGE, a inflação acelerou em junho, chegando a 0,67%, o maior valor para o mês desde o ano de 2018.

A taxa inflacionária foi puxada pela alta das bebidas e alimentos, ficando em 0,80% no mês e representando o maior impacto na vida dos brasileiros.

Veja as taxas dos alimentos no mês de julho:










Alimentos

Taxa (%)

Leite longa vida

10,72%

Feijão carioca

9,74%

Biscoito

2,12%

Queijo

1,84%

Frango em pedaços

1,71%

Pão francês

1,66%

Por outro lado, alimentos que já impactaram muito o orçamentos dos brasileiros nos últimos meses, recuaram. É o caso da cebola (-7,06%) e do tomate (-2,70%).

“A surpresa negativa em junho foi a aceleração da inflação fora do domicílio para 1,26%, refletindo os insumos mais caros observados no último mês”, afirma a economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitória.

A alta geral vem após o registro de um aumento de 0,47% em maio. No ano, a inflação acumulada já é de 5,49%. Já em relação aos últimos 12 meses, o índice acelerou para 11,89%.

Inflação de alimentos

A escalada dos preços iniciou com o começo da pandemia e os problemas nas cadeias globais de suprimentos.

No ano de 2020, a inflação oficial fechou a índices considerados normais por especialistas, alcançando 4,52%, mas em 2021 foi possível sentir os efeitos da pandemia da Covid-19 na economia, com a inflação encerrando o ano em alta de 10,06%, o maior índice desde 2015.

Na esfera nacional, a estiagem no sul gerou perdas em lavouras de soja e milho, elevando os preços dos grãos para ração de animais.

O resultado disso foi o aumento dos preços do feijão, pecuária de leite e frango.

A guerra entre Ucrânia e Rússia, também foi um fator decisivo para a alta de alimentos. Devido a redução das exportações dos países envolvidos, os preços das commodities agrícolas, como soja, trigo e milho, aumentaram, impactando diversos produtos industrializados.

Como economizar?

A primeira orientação é se preparar para ir ao mercado. Faça uma lista do que precisa, não compre qualquer coisa. 

“Essa dica não vale só para alimentos, mas para gastos de um modo geral. Assim você descobre no final do mês para onde está escoando seu dinheiro”, explica a economista e planejadora financeira, Jessyka Rodrigues.

A segunda recomendação é pesquisar preços para pegar promoções. Hoje, há diversos aplicativos de compras de mercado e até apps e sites que comparam os valores de um estabelecimento para outro.

Além disso, fique atento, pois existem mercados que fazem queimas de estoque em dias específicos da semana.

O educador financeiro,Thiago Martello, diz que o ideal é optar por substituições ou reduções.

“É importante tentar encontrar substitutos para alimentos que estão mais caros e procurar receitas novas com esses alimentos substitutos. Onde a substituição não for uma opção, a ideia é reduzir, na medida do possível, o consumo”, destaca Martello.

Jéssika também recomenda a troca das marcas. O consumidor pode substituir a marca que quer por uma tão boa quanto, mas vendida a preço mais baixo.

O que fazer quando consigo guardar dinheiro?

O ideal é montar uma reserva de emergência, após ter feito o planejamento financeiro. 

Em um cenário inflacionário, mais do que guardar o dinheiro, também é bom saber como guardá-lo. Quem deixa dinheiro no banco perde para a inflação.

A dica é colocar uma reserva em dia em produtos aplicados à inflação, como Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

“Dessa forma, você consegue poupar e seu dinheiro acompanha o IPCA, fazendo toda a diferença no final do mês”, esclarece Jessika.

Com informações do E-Investidor



Fonte: Portal Contábeis

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