Economia

BC afirma que inflação pode sofrer alta com incertezas fiscais



O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), divulgou nesta terça-feira (21) a ata de sua última reunião, realizada na semana passada, quando reajustou a taxa Selic, taxa básica de juros do país, em 0,5 ponto percentual, elevando para 13,25% ao ano.

No documento, o comitê, que é constantemente pressionado pelos aumentos da Selic, alerta que as incertezas sobre políticas fiscais podem trazer risco de novas altas inflacionárias.

A taxa Selic é a principal ferramenta econômica utilizada pelo governo para o controle da inflação, por isso o cenário fiscal impacta diretamente nas decisões do Copom e no mercado.

“O Comitê reforça que a incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país e políticas fiscais que sustentem a demanda agregada podem trazer um risco de alta para o cenário inflacionário e para as expectativas de inflação”, afirmou a ata.

O comunicado foi divulgado justo em um momento em que há discussão sobre redução de impostos para reduzir o preço dos combustíveis.

Na última quarta-feira (15), a taxa básica de juros atingiu o patamar mais elevado em cinco anos, em sua décima primeira alta consecutiva desde o início do aperto monetário, em março de 2021, quando a taxa estava em apenas 2% ao ano.

O Copom ainda sinalizou que novos reajustes devem ser feitos nas próximas reuniões, de igual ou menor magnitude – ou seja, aumentos de 0,5 ou 0,25 ponto percentual devem ser aguardados.

“Dada a persistência dos choques recentes, o Comitê avaliou que somente a perspectiva de manutenção da taxa básica de juros por um período suficientemente longo não asseguraria, neste momento, a convergência da inflação para o redor da meta no horizonte relevante”, justificou.

Ainda assim, o comitê indica que aumentos maiores da Selic podem ocorrer, dependendo do cenário interno e externo, para conseguir alcançar a inflação projetada para o ano, e que novos planos podem ser traçados no intuito de alcançar este objetivo.

“O Comitê avalia, com base nas projeções utilizadas e seu balanço de riscos, que a estratégia requerida para trazer a inflação projetada em 4,0% para o redor da meta no horizonte relevante conjuga, de um lado, taxa de juros terminal acima da utilizada no cenário de referência e, de outro, manutenção da taxa de juros em território significativamente contracionista por um período mais prolongado que o utilizado no cenário de referência”, afirmou a autarquia no documento.



Fonte: Portal Contábeis

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